Uma campanha lançada por instituições do Rio Grande do Norte nesta semana reacendeu o debate urgente sobre a violência contra a mulher, após um caso brutal ocorrido em Natal. A iniciativa, intitulada “Não Existem Desculpas”, surge em resposta direta à agressão sofrida por Juliana Soares, de 35 anos, vítima de uma tentativa de feminicídio que chocou o país.
O crime aconteceu em Natal, onde Juliana foi agredida com mais de 60 socos pelo companheiro. A violência foi tão severa que a vítima teve o rosto completamente desfigurado. Juliana permanece internada em estado estável, mas delicado, e aguarda condições clínicas adequadas para ser submetida a uma cirurgia reparadora facial.
Além das marcas físicas, a mulher enfrenta as feridas emocionais de ter sido agredida por quem dizia amar. A família pede justiça, enquanto a sociedade clama por medidas efetivas de combate à violência de gênero.
A resposta institucional: “Não Existem Desculpas”
A campanha “Não Existem Desculpas”, promovida por diversas entidades e organizações de Natal, tem como objetivo enfrentar o discurso que naturaliza ou tenta justificar agressões contra mulheres. A mensagem é direta:
“Ciúmes, estresse, ciúme, álcool ou ‘foi só uma vez’… nada disso justifica a violência.”
A iniciativa também visa incentivar a denúncia e a rede de apoio às vítimas, reforçando que a culpa nunca é da mulher e que a agressão é sempre uma escolha do agressor.
O agressor está preso
O homem que cometeu o crime está preso de forma preventiva. Em depoimento à polícia, ele alegou estar em um “surto claustrofóbico” no momento da agressão. A justificativa, no entanto, foi duramente criticada por organizações feministas e especialistas em segurança pública, que lembram: não há desculpas para a violência.
Ele deve responder pelo crime de tentativa de feminicídio, cuja pena pode ultrapassar 20 anos de reclusão.
Como buscar ajuda
A TPM reforça que a denúncia pode salvar vidas.
Mulheres em situação de violência podem procurar apoio por meio dos seguintes canais:
📞 Ligue 180: Central de Atendimento à Mulher, atendimento gratuito e 24h
🚨 Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) disponível em todas as capitais
🫂 Centros de Referência da Mulher: oferecem acolhimento psicológico, jurídico e assistencial
Nenhuma mulher deve passar por isso sozinha
Casos como o de Juliana expõem o quanto a violência doméstica ainda é uma ferida aberta na sociedade brasileira. Falar sobre isso, denunciar, compartilhar campanhas e apoiar vítimas são atos fundamentais para que mais nenhuma mulher seja silenciada pela dor.
Você não está sozinha.






