Manaus | 23 de julho de 2026 | 16:15:07

Mulheres têm menos socorro em acidentes, diz estudo

Um estudo publicado por um grupo de 17 cientistas, intitulado “Diferenças de ressuscitação cardiopulmonar por espectador por sexo: o papel do reconhecimento de parada”, revelou que mulheres são menos propensas a receber Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP) em casos de emergência em público. Um dos fatores que contribuem para isso é a ausência de manequins de treinamento que representem corpos femininos.

De 20 manequins analisados, produzidos por nove fabricantes, 75% eram de corpos masculinos ou sem gênero definido. Apenas um deles possuía características femininas, como um par de seios. Essa lacuna afeta diretamente a confiança e a habilidade de socorristas em aplicar a técnica em mulheres, contribuindo para a discriminação nos momentos mais críticos.

Além disso, a American Heart Association (AHA) aponta que menos de 20% da população brasileira sabe realizar RCP adequadamente, o que torna a situação ainda mais alarmante.

Acidentes de carro: Mulheres em maior risco

Outro dado preocupante é o fato de que mulheres têm 17% mais chance de morrer em acidentes automobilísticos e 73% mais chance de sofrer ferimentos graves. Isso ocorre porque os bonecos utilizados em testes de colisão automotiva são, majoritariamente, baseados no biotipo de um homem adulto médio dos anos 1970, ignorando características como tamanho, peso e distribuição corporal típicos das mulheres.

Essa disparidade reflete uma negligência histórica no design de tecnologias voltadas para a segurança, que desconsidera as diferenças anatômicas entre homens e mulheres. O resultado é uma maior exposição feminina a ferimentos graves ou fatais em acidentes.

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