Manaus | 25 de julho de 2026 | 20:53:44

Movimentos ocupam frente do SBT em protesto contra Ratinho; direção marca reunião de emergência

OSASCO – A tarde desta sexta-feira (13) foi marcada por tensão na sede do SBT, na Grande São Paulo. Manifestantes de movimentos sociais, entre eles o MTST e frentes ligadas à causa LGBTQIA+, ocuparam a frente da emissora em um ato de repúdio às falas do apresentador Ratinho contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP).

O protesto ocorre no mesmo dia em que o Ministério Público Federal (MPF) ajuizou uma ação civil pública pedindo a retirada do programa do ar e uma indenização de R$ 10 milhões.

“Nota não é reparação”

Para os manifestantes, o posicionamento oficial do SBT divulgado ontem — que repudiava o preconceito mas tratava o caso como “tema interno” — não foi suficiente. Com faixas e palavras de ordem, o grupo exige:

Punição exemplar ao apresentador.

Espaço para direito de resposta no mesmo horário do programa.

Políticas de diversidade reais dentro da grade da emissora.

Pressão gera abertura de diálogo

Diante da mobilização na porta da empresa, a direção do SBT agiu para conter a crise. Ficou acertada uma reunião para a próxima semana entre a cúpula da emissora e lideranças dos movimentos sociais. O objetivo é discutir medidas concretas de reparação pelos danos causados à imagem da população trans e travesti.

Enquanto isso, internamente, o clima é de incerteza. Embora Ratinho seja um dos maiores parceiros comerciais da casa, o peso de uma ação do MPF somado à pressão popular nas portas da emissora coloca a gestão de Daniela Beyruti sob seu maior teste até agora.

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