A prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro desencadeou uma reação explosiva entre aliados. O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, atacou diretamente o ministro Alexandre de Moraes, afirmando que, se a detenção tivesse ocorrido por causa da convocação de uma vigília feita por Flávio Bolsonaro, “Moraes é psicopata de alto grau”. A declaração viralizou nas redes sociais poucas horas após a operação da Polícia Federal.
Antes disso, o deputado já havia defendido Bolsonaro publicamente, dizendo que o ex-presidente “nunca roubou ninguém” e que deixou o cargo “mesmo tendo um presidente do TSE totalmente tendencioso”.
Condenação pesada no STF
Em 11 de setembro, por 4 votos a 1, o STF condenou Bolsonaro e sete aliados por crimes relacionados à tentativa de manter o ex-presidente no poder após a derrota eleitoral de 2022. Entre as acusações estão:
organização criminosa armada
tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito
golpe de Estado
dano qualificado por violência
deterioração de patrimônio tombado
A maioria dos réus recebeu penas superiores a 20 anos de prisão, em regime fechado. Apesar da condenação, eles não são presos automaticamente: ainda podem recorrer antes da execução definitiva das penas.
Defesa tenta prisão domiciliar e alega saúde debilitada
Na véspera da prisão preventiva, a defesa de Bolsonaro pediu a Moraes que a pena de 27 anos e três meses fosse cumprida em prisão domiciliar, alegando fragilidade física e risco à integridade do ex-presidente em um presídio comum.
No documento, os advogados afirmaram que a saúde de Bolsonaro “já se encontra profundamente debilitada” e anunciaram a intenção de recorrer com embargos infringentes no STF.
A prisão preventiva, no entanto, foi decretada a pedido da Polícia Federal, sob a justificativa de descumprimento de medidas cautelares e riscos vinculados à mobilização convocada para a noite anterior.
Clima político esquenta no Congresso
A fala de Sóstenes intensificou a tensão entre Legislativo e Judiciário. Enquanto aliados de Bolsonaro classificam a prisão como abuso de autoridade, ministros do STF afirmam que as medidas seguem estritamente dentro dos limites constitucionais e respondem a ações concretas atribuídas ao ex-presidente.
Com os novos recursos prestes a serem apresentados, o caso segue como o centro absoluto da crise política que marca o país neste momento.






