O ministro de Assuntos da Diáspora e Combate ao Antissemitismo de Israel, Amichai Chikli, manifestou duras críticas ao governo Lula após a ordem de investigação contra o soldado israelense Yuval Vagdani, que estava de férias no Brasil. Em uma carta enviada ao deputado federal Eduardo Bolsonaro, Chikli acusou o governo brasileiro de promover uma “perseguição contra israelenses”, alegando que o envolvimento da Justiça brasileira com a investigação é uma vergonha, especialmente quando o Brasil se aproxima do 80º aniversário da libertação de Auschwitz.
O caso surgiu a partir de uma denúncia feita pela Fundação Hind Rajab (HRF), que apresentou uma representação alegando que Vagdani teria cometido crimes de guerra em Gaza. A Justiça Federal, atendendo ao pedido, determinou uma investigação no final de dezembro, com material sendo enviado à Polícia Federal em janeiro. O Brasil, como signatário de tratados internacionais como a Convenção de Genebra, tem a obrigação de investigar e processar crimes de guerra, independentemente de onde os atos tenham ocorrido.
Após a repercussão, o Ministério das Relações Exteriores de Israel alertou seus cidadãos sobre a possibilidade de ações legais infundadas, citando a exploração de publicações nas redes sociais por elementos anti-israelenses. Chikli, por sua vez, afirmou estar “confiante” de que a maioria dos brasileiros se opõe às ações do governo e reforçou a importância do apoio do povo brasileiro na luta contra o terrorismo e o antissemitismo, bem como na defesa de Israel no cenário global.
Essa troca de declarações reflete a tensão entre os dois países em um momento delicado, levantando questões sobre a atuação do Brasil nas investigações e a postura do governo Lula em relação a questões internacionais envolvendo Israel.






