O Ministério Público do Amazonas (MP-AM) voltou a pedir o fechamento total das atividades comerciais (com exceção dos serviços essenciais) e de circulação de pessoas na cidade de Manaus.
Dessa vez, o pedido de lockdown não envolve todos os municípios do Amazonas, ficando restrito à capital. A solicitação foi encaminhada ao Tribunal de Justiça do Amazonas, que deve emitir parecer nesta quarta-feira.
O MP-AM argumenta que as medidas de contenção à propagação do coronavírus em Manaus não estão surtindo efeito, e que as pessoas continuam a circular pelas ruas. O MP diz também que vários estabelecimentos comerciais não essenciais continuam de portas abertas.
No documento enviado ao Tribunal de Justiça, o MP considera que o avanço do Covid-19 pelo Amazonas, principalmente pela capital, gerou uma situação de calamidade pública, com hospitais lotados e falta de leitos para pacientes.
Caso o lockdown seja implantado em Manaus, ficarão liberados para funcionar apenas serviços essenciais, como supermercados, mercadinhos, drogarias, postos de combustíveis e fornecedores de água e gás.
A Polícia Militar fiscalizará a circulação de pessoas e veículos pelas ruas e avenidas. Serão montados postos de fiscalização para orientar a população sobre o lockdown e garantir o cumprimento da medida.
Quem insistir em descumprir a medida de isolamento poderá ser preso.
Segundo o MP, o lockdown em Manaus terá duração de dez dias, podendo ser prorrogado. O sistema já foi implantado pelas prefeituras de Barreirinha, Silves, Tefé e São Gabriel da Cachoeira, no interior do Amazonas, como tentativa de conter o avanço do Covid-19 nas localidades.








