A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, afirmou que o presidente Nicolás Maduro tentou enganar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a população brasileira sobre os resultados das eleições presidenciais na Venezuela, realizadas em 28 de julho deste ano. Em entrevista na última terça-feira (26), Machado cobrou de líderes internacionais, incluindo o Brasil, uma pressão mais contundente para que Maduro deixe o poder, afirmando que ele se recusa a reconhecer a vitória da oposição nas urnas.
Segundo Machado, Edmundo González, o candidato da oposição, foi o verdadeiro vencedor das eleições, com uma margem ampla de votos sobre Maduro, apesar da alegação do Conselho Nacional Eleitoral, controlado por Maduro, que afirmou que o atual presidente obteve pouco mais de 50% dos votos. A oposição, no entanto, garante que a vitória de González foi comprovada com os documentos impressos pelas urnas, e o Centro Carter, uma ONG americana que atuou como observadora nas eleições, também aponta González como vencedor.
A líder oposicionista também criticou a postura de Maduro, que, segundo ela, acreditou que poderia enganar o Brasil, considerando o país como um aliado no cenário internacional. No entanto, Machado destacou que Lula tem demonstrado uma postura firme ao apontar que houve fraude nas eleições venezuelanas, contrariando a tentativa de Maduro de manipular a percepção internacional sobre o pleito.
Machado também falou sobre a transição de poder na Venezuela. Ela afirmou que a oposição tem oferecido garantias de uma transição pacífica e negociada, com salvoconduitos para que Maduro deixe o cargo sem maiores danos. A líder da oposição acredita que o cenário é favorável para uma mudança, especialmente porque setores das Forças Armadas venezuelanas estão cada vez mais insatisfeitos com o governo de Maduro. “O apoio internacional é essencial para que possamos pressionar o regime e garantir que a vontade do povo seja respeitada”, disse.
Apesar da resistência de Maduro, que descarta negociar com a oposição e se recusa a deixar o poder, Machado acredita que o regime de Maduro está com os dias contados. Ela também ressaltou que, com o apoio crescente da população e das Forças Armadas, a transição para um governo democrático é uma possibilidade real para a Venezuela.
Além disso, Maria Corina Machado afirmou que, caso Maduro não aceite a transição de poder, ele ficará isolado internacionalmente e sua permanência no cargo se tornará insustentável. “A Venezuela não pode continuar sob esse regime, que se mantém apenas por conta do apoio das Forças Armadas. O país precisa de uma mudança real para voltar a ser democrático”, concluiu.
A oposição venezuelana continua firme na luta por um governo legítimo e democrático, e Maria Corina Machado se mantém como uma das principais líderes do movimento que busca restabelecer a soberania popular na Venezuela.









