A recente disputa judicial envolvendo a guarda do filho de Marília Mendonça, Léo, trouxe à tona um antigo vídeo de Dona Ruth, mãe da cantora, rifando pertences pessoais da filha. O conteúdo, que havia sido pouco comentado na época da gravação, voltou a circular massivamente nas redes sociais após Murilo Huff pai de Léo mover uma ação na Justiça solicitando a guarda unilateral da criança.
No vídeo, Dona Ruth apresenta itens simbólicos da trajetória de Marília, como o violão usado em shows e até mesmo o carro que a artista dirigia, como prêmios de uma rifa promovida em prol do Instituto Marília Mendonça, fundado após a morte da cantora.
Apesar da justificativa filantrópica, a repercussão pública foi imediata e dividiu opiniões. Muitos usuários das redes sociais questionaram se tais objetos deveriam, de fato, ser sorteados, argumentando que os bens faziam parte da herança da cantora e deveriam ser preservados para o filho. “Esse violão era dela, e ela deixou um filho. Não é da família, é do menino”, criticou uma internauta.
A polêmica ganhou força quando a Justiça concedeu, no fim de junho, a guarda provisória de Léo a Murilo Huff, determinando que Dona Ruth poderá visitar o neto quinzenalmente. A decisão judicial coincide com a viralização do vídeo, interpretada por alguns como consequência direta do processo.
Em resposta aos ataques, Dona Ruth afirmou que já havia recuperado o violão sorteado, comprando de volta o item das mãos do vencedor da rifa. Nas redes sociais, ela compartilhou um vídeo comovente da filha declarando seu amor: “A minha melhor amiga é a minha mãe”, disse Marília, em uma entrevista antiga.
O caso, que está em segredo de justiça, também expõe outra discussão sensível: o destino do patrimônio deixado por Marília Mendonça, que inclui imóveis, veículos, direitos autorais e objetos pessoais. Segundo especialistas, a administração dos bens deve priorizar exclusivamente os interesses de Léo até que ele atinja a maioridade.
Enquanto a batalha judicial segue, o debate nas redes sociais continua acalorado, misturando questões legais, emocionais e morais especialmente quando se trata da memória de uma das artistas mais amadas do Brasil.






