O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu afastar a ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, após uma série de denúncias de assédio moral feitas por funcionárias e ex-integrantes da pasta. A decisão ocorre em meio a pressões internas no governo e forte repercussão negativa nas redes sociais.
Cida, que é próxima da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, teria criado, segundo relatos, um ambiente de trabalho tóxico e hostil no ministério. Entre os episódios denunciados, está a demissão da secretária de Articulação Institucional, Carmen Foro, seguida de ameaças a outras servidoras: “quem é dela e que veio com ela, tinha que ir”, teria dito a ministra, conforme publicado pelo portal Poder360.
Além das acusações contra Cida, a secretária-executiva do ministério, Maria Helena Guarezi, também foi envolvida na crise. Ela é acusada de racismo por supostamente ter feito comentários pejorativos sobre o cabelo crespo de Carmen Foro durante uma reunião. As denúncias apontam que Cida Gonçalves foi omissa diante do caso e não tomou providências para punir a conduta da secretária.
A Comissão de Ética Pública da Presidência arquivou um processo anterior contra a ministra, mas o volume e a gravidade das novas denúncias geraram forte desconforto político. Fontes do Planalto afirmam que a decisão do afastamento foi tomada diretamente por Lula, que busca preservar a imagem do governo em meio às críticas.
O nome de uma possível substituta ainda não foi anunciado, mas há expectativa de que Lula nomeie uma mulher com histórico técnico e político forte para tentar conter os danos à pasta e retomar a confiança nas políticas públicas voltadas às mulheres.







