Manaus | 19 de outubro de 2026 | 18:34:47

Leo Dias confessa recaída e fala sobre luta cotidiana contra dependência química

O jornalista Leo Dias, conhecido por sua atuação na mídia e por revelar bastidores do mundo dos famosos, abriu o coração em entrevista ao programa No Alvo, exibido em 21 de julho de 2025. Aos 50 anos, ele compartilhou sua longa batalha contra a dependência química, destacando momentos de recaídas e os desafios diários para manter a sobriedade.

O momento mais intenso: Carnaval de 2012

Leo relembrou que, durante o Carnaval de 2012, desapareceu da cobertura da Sapucaí por quatro dias, mas se internou voluntariamente em uma clínica de reabilitação na quarta-feira de cinzas, andando sozinho por ruas do Rio até chegar ao local. Esse episódio foi um dos mais difíceis em sua trajetória de recuperação.

Estratégias para reconstrução de rotina

O jornalista enfatizou a filosofia do Narcóticos Anônimos: “só por hoje”, reforçando que o foco diário faz a diferença. Ele revelou que sua mudança para Recife (PE), em 2020, foi uma tentativa consciente de se afastar de gatilhos que alimentavam o vício no Rio de Janeiro.

Recaídas fazem parte do processo

Embora mantenha tratamento constante desde 2006, Leo admitiu que recaídas são parte do percurso. Ele já usou substâncias como ecstasy, cocaína e maconha, algumas vezes gastando até R$ 5 mil numa única noite. Revelou ainda que testa tratamentos alternativos, como o uso de ibogaína, para auxiliar na recuperação.

Reflexões pessoais sobre privacidade e responsabilidade

Ao destacar o impacto do trabalho na sua saúde mental, Leo ressaltou a importância da transparência: “Busque ajuda, mude a rota, mude roteiros… mudar hábitos, rotina…” E acrescentou que admitir o vício é o primeiro passo para a superação. Além disso, o jornalista expressou arrependimento por sua postura em casos como o da atriz Klara Castanho: “Eu invadi demais a privacidade dela… mesmo com 100% de confirmação, não vale a pena expor demais a verdade.”

Impacto e reflexão

Saúde mental sob pressão: a exposição midiática e o ritmo intenso influenciam a vulnerabilidade ao vício.

Terapia contínua: além da internação, acompanhamento psicológico e mudanças de hábitos são indispensáveis.

Visibilidade e estigma: compartilhar essa jornada pessoal ajuda a desestigmatizar transtornos de dependência e inspirar pessoas em situação similar.

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