O mundo volta a se chocar com mais um caso brutal de feminicídio ocorrido no Irã. Fatemeh Soltani, uma jovem de 18 anos, foi assassinada a facadas pelo próprio pai, Khanali Soltani, de 48 anos, na porta do salão de beleza onde trabalhava secretamente, na cidade de Qazvin.
Segundo informações divulgadas pelo portal KonnieMoments, Fatemeh teria escondido da família o emprego no salão por medo da reação do pai, conhecido por seu comportamento rígido. Desconfiado, Khanali marcou um horário no local usando um número listado no Instagram da empresa, fingindo ser um cliente comum.
Quando percebeu que o pai havia descoberto seu local de trabalho, Fatemeh ligou, desesperada, para a mãe. Pouco depois, Khanali atraiu a filha para fora do salão com um telefonema e a atacou com uma faca, desferindo 14 golpes letais, segundo testemunhas. Colegas de trabalho e clientes presenciaram a cena horrorizados, mas nada puderam fazer para impedir o crime.Inicialmente, o pai afirmou à polícia que matou a filha por vergonha de ela trabalhar sem autorização da família.
No entanto, o irmão da vítima revelou à imprensa que o verdadeiro motivo do assassinato seria a tentativa de ocultar uma traição conjugal, já que Fatemeh teria contado à mãe sobre o caso extraconjugal do pai.
O crime reacende debates internacionais sobre a violência contra mulheres no Irã, principalmente em casos de “crimes de honra”, que ainda encontram amparo social e jurídico em parte da sociedade iraniana. Organizações de direitos humanos pedem justiça rigorosa para Fatemeh.






