Manaus | 4 de setembro de 2026 | 23:52:22

Jogo do aviãozinho: polícia identifica organização criminosa e diz que Blaze e influenciadores se veem ‘acima da lei’

Investigadores do DEIC afirmam que influencers obtêm ‘renda espúria’ com divulgação de jogos de azar e que a plataforma agiu com ‘indiferença e descaso’ após bloqueio pela Justiça

Investigadores do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) da Polícia Civil de São Paulo indicaram em relatório que “realmente existe uma organização criminosa” por trás das atividades da Blaze, empresa responsável pelo “jogo do aviãozinho”, que é impulsionado por influenciadores digitais e está na mira da polícia.

O documento foi produzido pela 3ª Delegacia de Polícia de Investigações sobre Fraudes Financeiras e Econômicas e compartilhado com a Justiça e com o Ministério Público.

Reportagem exibida no último domingo pelo “Fantástico”, da TV Globo, mostra que jogos de azar como os que são oferecidos pela Blaze são ilegais no Brasil, mas mesmo assim amealham milhares de apostadores a partir da divulgação de influenciadores digitais nas redes sociais.

Na investigação do DEIC, os policiais relataram que “realmente existe uma organização criminosa, estruturada, ordenada e caracterizada pela divisão de tarefas com aporte financeiro obtido através do lucro exorbitante dessa empresa hospedada em paraíso fiscal, que se utiliza de supostas agências de publicidade (agenciadores) que angariam os influenciadores de renome (…) para promover, publicizar e explorar jogos de azar virtual distribuídos em centenas de modalidades no ambiente virtual (site) da Blaze”.

Segundo o relatório, “as investigações prosseguem sigilosamente em estágio avançado para identificar os brasileiros responsáveis nessa estrutura de jogos de azar virtual e lavagem de dinheiro”.

Os investigadores se referem aos jogos online como uma espécie de “jogo de bicho virtual” que configura “a mais nova e rentável fraude” da internet no Brasil. Sobre a participação de influenciadores digitais na divulgação desses jogos, a polícia diz que estes obtêm “renda espúria” e que podem estar cometendo crimes de lavagem de capitais e organização criminosa.

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