A morte do cantor paraense Gutto Xibatada, vítima de complicações causadas pela monkeypox (Mpox), ganhou novos contornos emocionais após o relato da irmã do artista, que detalhou os momentos difíceis vividos por ele antes do falecimento.
Segundo ela, Gutto enfrentou um quadro extremamente agressivo da doença. As lesões provocadas pelo vírus se espalharam rapidamente pelo corpo, atingindo órgãos vitais e comprometendo funções básicas como visão, fala e tato. Nos últimos dias, o cantor já não conseguia se alimentar, pois as feridas obstruíram seu nariz e sua boca.
“Meu irmão sofreu muito no final”, afirmou emocionada. Ela relatou que Gutto perdeu a capacidade de enxergar, deixou de sentir o toque nas mãos e mal conseguia se comunicar, o que aumentou ainda mais a angústia da família.
A irmã também denunciou a falta de estrutura adequada no hospital onde o cantor foi atendido em Belém. Segundo ela, faltaram equipamentos específicos e profissionais capacitados para lidar com a gravidade do caso. A família acredita que, com suporte médico mais especializado, o desfecho poderia ter sido diferente.
O relato reforça a gravidade da monkeypox, doença que, embora muitas vezes considerada de baixa letalidade, pode causar quadros devastadores em pessoas vulneráveis. A morte de Gutto Xibatada acendeu um alerta sobre a necessidade de atenção especial no tratamento de casos graves e no fortalecimento da estrutura hospitalar para enfrentar surtos da doença.







