O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,33% em janeiro de 2026, repetindo o mesmo resultado registrado em dezembro de 2025. No acumulado de 12 meses, a inflação atingiu 4,44%, acima dos 4,26% observados no período anterior.
O resultado ficou praticamente em linha com as expectativas do mercado, que projetavam uma alta próxima de 0,32%, mantendo o índice dentro do teto da meta estabelecida.
O principal impacto veio do grupo de Transportes, que registrou alta de 0,60%. A gasolina foi o destaque, com aumento de 2,06%, influenciando diretamente o custo da mobilidade.
Além disso, reajustes nas tarifas de ônibus em diversas capitais também pressionaram o orçamento das famílias.
Já o grupo de Alimentação e Bebidas apresentou desaceleração, com alta de 0,23%, sendo o menor índice para um mês de janeiro em 20 anos. Houve queda nos preços de itens como carne suína e ovos. Por outro lado, produtos como suco de laranja, carne moída e pão registraram aumento.
O setor de Saúde e Cuidados Pessoais teve alta de 0,70%, puxado principalmente pelo aumento nos preços de serviços médicos, hospitalares e medicamentos.
Na contramão, o grupo Habitação registrou deflação de -0,11%. A queda foi influenciada principalmente pela redução na conta de energia elétrica, com a entrada da bandeira tarifária verde em janeiro, sem cobrança adicional, ao contrário da bandeira amarela vigente em dezembro.
De modo geral, a inflação de janeiro foi impactada pelos custos de mobilidade, enquanto itens essenciais como alimentação e habitação ajudaram a conter uma alta maior do índice.








