Poucas horas após a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro pela Polícia Federal em Brasília, a notícia se espalhou rapidamente pelo mundo, ganhando destaque em jornais de Estados Unidos, Reino Unido, Argentina e Espanha.
Bolsonaro foi detido na manhã deste sábado (22/11) por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e levado à Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal, onde permanece em custódia especial. A decisão foi motivada por risco de fuga, identificado após a convocação de uma vigília de apoio pelo senador Flávio Bolsonaro e pela violação da tornozeleira eletrônica usada pelo ex-presidente na madrugada de sábado.
Cobertura internacional
O jornal americano The Washington Post destacou que Moraes “raramente toma decisões aos sábados, a menos que haja riscos de segurança envolvidos”, sublinhando a gravidade da situação. O veículo também apontou que a prisão preventiva não significa que Bolsonaro cumprirá imediatamente sua pena na PF, mas que a legislação brasileira exige que todos os condenados iniciem a execução da pena na prisão.
No Reino Unido, o The Guardian chamou atenção para a condenação do ex-presidente em setembro: 27 anos e três meses por arquitetar um golpe para impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva. A reportagem contextualizou que, apesar da condenação, Bolsonaro ainda não havia sido preso por esses crimes devido a recursos e procedimentos judiciais pendentes. O jornal também destacou que apoiadores planejavam uma vigília convocada pelo filho do ex-presidente.
Na Argentina, o Clarín enfatizou a violação da tornozeleira eletrônica, relatando que Bolsonaro teria tentado rompê-la, o que reforçou a decisão do STF de decretar a prisão preventiva. Já o La Nación abordou os problemas de saúde enfrentados pelo ex-presidente desde a facada recebida em 2018, citando as diversas cirurgias e os pedidos da defesa para cumprimento da pena em regime domiciliar por razões humanitárias.
O El País, da Espanha, destacou em sua página principal a prisão de Bolsonaro, ressaltando que ele estava em prisão domiciliar há vários meses após a condenação pelo STF por tentativa de golpe de Estado.










