MANAUS, AM – O Governo do Amazonas oficializou a criação da primeira Escola de Saúde Pública do Estado (ESP/AM), um marco estratégico para a qualificação dos profissionais que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS). A Lei nº 8.016, que institui a unidade, foi publicada no Diário Oficial e coloca o Amazonas no grupo de estados que possuem uma instituição própria dedicada exclusivamente ao ensino, pesquisa e inovação na saúde pública.
Foco na capacitação e pós-graduação
A ESP/AM passa a integrar a estrutura da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) e terá como missão principal alinhar a formação profissional às reais necessidades da população amazonense. A escola será responsável pela gestão de programas de capacitação, residências médicas e multiprofissionais, além de cursos técnicos e de pós-graduação (especializações e mestrados).
Para a secretária de saúde, Nayara Maksoud, a iniciativa é um avanço histórico. “Será um marco para o serviço público, com impacto direto no aperfeiçoamento profissional e, consequentemente, na qualidade dos serviços ofertados aos cidadãos”, afirmou.
Incentivo à pesquisa e inovação
Além do ensino, a nova estrutura traz dois programas fundamentais para modernizar o setor:
Programa i-NovaSaúde: Focado em criar soluções tecnológicas e inovadoras para os desafios da saúde pública no estado.
PEPiSUS: Um programa estadual de bolsas de estudo, pesquisa e extensão, que vai financiar e incentivar a produção de conhecimento científico por profissionais da rede.
Gestão e Recursos
A Escola de Saúde Pública também terá o papel de organizar os “cenários de prática”, ou seja, coordenar como e onde os estudantes e residentes atuarão dentro das unidades de saúde. Os recursos para o funcionamento da ESP/AM virão do orçamento da SES-AM, podendo ser complementados por emendas parlamentares e parcerias com outras instituições.





