A administração do prefeito de Autazes, Andreson Cavalcante, tem enfrentado uma série de polêmicas relacionadas a gastos públicos e processos licitatórios. Logo no início de seu mandato, em 2021, a prefeitura firmou um contrato de mais de R$ 3,5 milhões para a aquisição de material paradidático, mesmo com as aulas ocorrendo de forma remota devido à pandemia de Covid-19. 
No mesmo período, a gestão municipal destinou mais de R$ 3 milhões para a compra de placas de sinalização e publicidade, enquanto moradores relatavam condições precárias nas vias públicas. 
Em 2021, a prefeitura homologou um contrato de aproximadamente R$ 6 milhões para a aquisição de combustíveis, totalizando 890 mil litros de gasolina e diesel. Essa quantidade seria suficiente para percorrer cerca de 8,9 milhões de quilômetros, o equivalente a mais de 200 voltas ao redor da Terra, levantando questionamentos sobre a necessidade e a destinação desse volume. 
Além disso, a administração municipal firmou contratos que somam R$ 23 milhões para o fornecimento de equipamentos e máquinas, mesmo já havendo empresas prestando serviços semelhantes à prefeitura, o que gerou dúvidas sobre a eficiência e a transparência desses processos. 
Essas ações resultaram em investigações por parte do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), que identificou indícios de sobrepreço e outras irregularidades em licitações realizadas pela prefeitura. O tribunal determinou a suspensão de alguns desses processos e solicitou esclarecimentos do prefeito Andreson Cavalcante.






