Manaus | 4 de junho de 2026 | 19:15:30

Garimpeiros invadem Humaitá após ação da PF

Garimpeiros invadiram o município de Humaitá (a 590 quilômetros a sudoeste de Manaus), após ação da Polícia Federal (PF) que destruiu embarcações e equipamentos de garimpo ilegal nas comunidades próximas ao município nesta terça-feira (14). A operação da PF destruiu as dragas usadas pelos garimpeiros que atuavam ilegalmente no rio Madeira, no sul do Amazonas.

Segundo os moradores, dezenas de garimpeiros invadiram a cidade e atearam fogo em pneus, bloquearam a rodovia de acesso à cidade para evitar a chegada de reforços policiais e impedir os bombeiros de apagar o fogo. Eles também ameaçaram invadir prédios públicos, como a sede da Fundação Nacional do Índio (Funai) e o campus da Universidade Estadual do Amazonas (UEA), em retaliação a operação de combate ao garimpo ilegal na região realizada pela Polícia Federal.

O prefeito local, Dedei Lobo (PSC), posicionou-se contra a ação da PF, afirmando que os garimpeiros são famílias de extrativistas minerais.

O garimpo ilegal na região Norte do Brasil ocorre em áreas de fronteira, frequentemente dentro de territórios indígenas e de preservação ambiental. Essa atividade clandestina resulta em desmatamento na Amazônia e contaminação do solo, das águas e do ar por mercúrio.

A Comissão de Meio Ambiente (CMA) aprovou, em dezembro de 2023, um projeto de lei para regulamentar a comercialização de ouro e estabelecer regras sobre sua produção, venda e transporte, visando a impedir o garimpo ilegal. O projeto, PL 836/2021, proíbe a comercialização de ouro proveniente de Terras Indígenas e unidades de conservação de proteção integral, independentemente do estágio do processo de demarcação da reserva. Também propõe alterações na legislação financeira para rastrear a cadeia de produção e combater a lavagem de dinheiro associada ao ouro extraído ilegalmente.

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