A Polícia Civil do Amazonas prendeu, nesta terça-feira (29), Gabriel Ketzer da Silva, de 28 anos, estudante de Educação Física, acusado de se apresentar ilegalmente como médico e realizar atendimentos em clínicas e hospitais de Manaus, inclusive com atuação direta em atendimentos pediátricos.
A prisão ocorreu durante a Operação Hipócrates, deflagrada pelo 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP) após 30 dias de investigação, iniciada por meio de denúncia anônima. De acordo com o delegado Cícero Túlio, Gabriel usava crachás falsificados, uniformes médicos, jalecos e até carimbos em nome de profissionais reais para se infiltrar em instituições de saúde da capital.
Segundo a Polícia, o falso médico realizava consultas médicas principalmente com crianças em situação de vulnerabilidade, se passando por pediatra, ortopedista e clínico geral. Ele também atuava como voluntário em uma fundação beneficente que oferecia atendimentos gratuitos à população carente, o que facilitava sua atuação disfarçada.
Durante a operação, foram apreendidos diversos materiais que comprovam a fraude, como carimbos médicos, fichas de atendimento, documentos falsos, além de uma arma falsa e um distintivo das Forças Armadas. A investigação revelou que Gabriel já era reincidente: em 2020, foi preso por se passar por oficial do Exército Brasileiro.
O suspeito responderá por diversos crimes, incluindo exercício ilegal da medicina, falsidade ideológica, falsa identidade, estelionato contra vulnerável e falsificação de documentos. A Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) informou que Gabriel nunca foi servidor da pasta nem mantinha vínculo formal com qualquer unidade de saúde pública.
A Polícia segue investigando se outros profissionais ou funcionários teriam colaborado com a atuação de Gabriel dentro das instituições.
O caso gerou grande repercussão nas redes sociais, especialmente por envolver atendimentos a crianças e o uso indevido da imagem médica em ações beneficentes.








