Manaus | 22 de agosto de 2026 | 10:48:26

Forças armadas contestam propostas de corte e reformas

Foto:Reprodução

A proposta de corte de gastos do governo, que inclui ajustes nas Forças Armadas, gerou desconforto entre os militares. Uma das mudanças mais polêmicas é a exigência de que os militares sigam para a reserva apenas aos 55 anos, em vez de aos 35 anos de serviço, como é o caso atualmente. Isso gerou resistência nos quartéis, com a argumentação de que a medida poderia “inverter a pirâmide etária” e prejudicar a carreira militar, uma vez que a permanência na ativa após certa idade exigiria vigor físico e mental que os militares mais velhos não teriam, em comparação aos mais jovens.

Além disso, outro ponto de tensão foi a proposta de acabar com a “morte ficta”, um benefício pago às famílias de militares expulsos ou presos preventivamente. A medida gerou críticas internas, pois muitos consideram injusto retirar esse apoio às famílias de militares nessas situações. Em vez disso, o governo sugere substituí-lo por um auxílio-reclusão. Em resposta, a alta cúpula militar busca negociar uma redução no valor do benefício, mas pretende manter os pagamentos.

Apesar das negociações intensas, o texto final da PEC já está fechado, e a expectativa é que seja divulgado entre 26 e 27 de novembro de 2024. A proposta foi fruto de um acordo entre o Ministério da Defesa e a Fazenda, embora com ajustes em relação às propostas iniciais.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Relacionados

Espaço Publicitário

Últimas postagens