A discussão em torno da polêmica sobre a utilização de servidores da segurança pública para fazer a proteção de órgãos públicos como a Assembleia Legislativa, Tribunal de Justiça, e também de políticos como o ex-governador interino e atual prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), que alfinetou publicamente alguns deputados de retirarem dele o direito de ser acompanhado por policiais, ganha novos capítulos.
David Almeida desafiou o Poder Legislativo a devolver os mais de duzentos policiais que tem à disposição em troca dos sete policiais que ele tem direito, e fazer um concurso público para criar a polícia legislativa, e foi desmentido pelo deputado Felipe Souza (PRD), que afirmou que a lei aprovada pela Assembleia era anterior à eleição de David.
De olho nessa situação, e todos os dias criticando a desvalorização da segurança pública em razão do não reajuste da data-base dos servidores, o deputado Comandante Dan (Podemos) apresentou requerimento solicitando ao colegiado parlamentar, que encaminhe à Mesa Diretora, como um indicativo, a proposta de anteprojeto de Resolução Legislativa que solicita a criação do Departamento de Polícia Legislativa. Se atendida, a medida irá envolver policiais civis, militares e bombeiros militares.
O texto prevê oito atividades típicas para a Polícia Legislativa, entre elas a segurança dos deputados estaduais, servidores e autoridades, nas dependências sob a responsabilidade da Aleam, bem como em qualquer localidade do território amazonense e nacional, quando, eventualmente, estiverem a serviço da Assembleia Legislativa e com a autorização do presidente, deputado Roberto Cidade (UB).
A partir de agora, a bola está com os deputados tanto da base do governo, ou seja, quem apoia Roberto Cidade para a prefeitura de Manaus, quanto da “oposição”, e também à disposição do próprio presidente da Casa, que pode acelerar a tramitação ou mantê-la a passos lentos.







