O vídeo publicado por Felca nesta terça-feira (20), no qual o influenciador relata experiências de bullying e revela enfrentar fobia social, provocou uma onda de reações nas redes sociais. Parte dos internautas, incluindo usuários identificados com a esquerda, demonstrou frustração por esperar que o conteúdo abordasse a disputa presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
A expectativa surgiu após Felca anunciar seu retorno às redes sociais com a mensagem “Eu me escondi por tempo demais”, sem revelar antecipadamente o assunto do vídeo. Com a proximidade do segundo turno, marcado para domingo (25), alguns usuários especularam que o influenciador faria alguma denúncia ou declaração relacionada aos candidatos.
No entanto, o vídeo, com mais de uma hora de duração, foi dedicado à trajetória pessoal de Felca, incluindo as agressões sofridas durante a adolescência, os efeitos do bullying e as dificuldades provocadas pela fobia social.
CRÍTICAS E REAÇÕES
Entre as manifestações, houve comentários cobrando um posicionamento político do influenciador. Outros usuários, por sua vez, saíram em defesa de Felca e criticaram a cobrança para que ele transformasse um relato pessoal em conteúdo eleitoral.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) também reagiu à repercussão. Em publicações nas redes sociais, afirmou que parte dos críticos esperava utilizar o vídeo para fins políticos e questionou a reação de quem se mostrou frustrado com o conteúdo.
O influenciador Felipe Neto também criticou o momento escolhido para a publicação. Em mensagens divulgadas pelo UOL, posteriormente apagadas, ele argumentou que a expectativa criada antes do lançamento poderia provocar uma reação negativa contra o próprio tema da saúde mental.
RELATO SOBRE SAÚDE MENTAL
No vídeo, Felca conta que sofreu bullying por anos durante a infância e a adolescência e explica como as experiências afetaram sua vida adulta. Ele também relata ter recorrido ao álcool para enfrentar situações sociais e anuncia um projeto pessoal de 90 dias para aceitar convites e retomar gradualmente a convivência com outras pessoas.
O influenciador ainda anunciou a intenção de realizar palestras gratuitas em escolas para conscientizar crianças e adolescentes sobre o bullying.
A repercussão abriu uma discussão sobre a expectativa de posicionamento político de figuras públicas e os limites entre a cobrança por manifestações eleitorais e o direito de compartilhar experiências pessoais.






