Manaus | 3 de junho de 2026 | 02:34:20

Ex-Deputado Alexandre Freitas é acusado de estupro e lesão corporal grave, entenda o caso

Ex-deputado Alexandre Freitas. Foto: Julia Passos/Alerj

O ex-deputado estadual do Rio de Janeiro, Alexandre Freitas (eleito pelo Novo e depois no Podemos), está no centro de um escândalo após ser acusado de estupro e lesão corporal grave por sua então namorada. A denunciante alega ter sido forçada a fazer uma cirurgia no seio devido a uma agressão ocorrida em 2022.

Acusações e a Versão da Vítima

O Ministério Público (MPRJ) detalha na denúncia que Freitas teria “constrangido sua namorada/vítima a praticar e permitir que com ela se praticasse atos libidinosos diversos da conjunção carnal,” incluindo a introdução dos dedos na genitália da vítima e sexo oral.

O episódio de lesão corporal teria ocorrido durante um jantar romântico no apartamento do ex-parlamentar. A vítima, identificada como A.P., confidenciou ter feito uma reconstrução da mama e usar prótese mamária. Segundo o MPRJ, Freitas teria, então, “beliscado de maneira violenta o mamilo direito da vítima,” causando dor intensa.
Consequência grave: Após a suposta agressão, que a vítima atribui a desavenças no relacionamento, A.P. sofreu uma inflamação que culminou na retirada de sua prótese mamária.

A Defesa: “Revanche Política” e Chantagem

O ex-deputado, que se define nas redes como “político de direita,” “bem casado,” e “cristão,” nega veementemente as acusações e se diz vítima de uma armação.

Negação e Contranotificação: Freitas admitiu o envolvimento com a ex-companheira à Polícia Civil, mas negou a violência. Ele acusa A.P. de tentar extorqui-lo com a ameaça de uma falsa denúncia por agressão.

A “Chantagem”: Registros policiais indicam que A.P. teria pedido dinheiro a Alexandre para pagar a prótese de silicone, insinuando que ele seria responsável pela cirurgia de retirada devido ao beliscão. A vítima teria, então, ameaçado buscar a “Justiça” e fazer “exposição” após a recusa de ajuda financeira.

Versão da Defesa: O advogado de Alexandre Freitas, Rodrigo Roca, alega que tudo não passa de uma “covardia arquitetada como uma revanche política” e que a denúncia foi orquestrada com um desafeto do ex-deputado. A defesa ainda registrou uma ocorrência contra A.P. por calúnia e extorsão.

Apesar da defesa alegar que Freitas chegou a auxiliar A.P., orientando-a e a levando ao hospital, a situação escalou quando o ex-deputado recusou-se a pagar pela nova prótese, o que levou a vítima a registrar o boletim de ocorrência na Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM) por estupro e lesão corporal grave.

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