BAURU, SP – Um erro de diagnóstico que quase terminou em uma tragédia irreparável choca a cidade de Bauru, no interior de São Paulo. Fernanda Cristina Policarpo, de 29 anos, foi declarada morta por uma equipe do SAMU no último domingo (18), após ser atropelada. No entanto, o que seria o início de um luto familiar transformou-se em uma cena de desespero e resgate milagroso, registrada em vídeo por testemunhas.
As imagens, que circulam nas redes sociais, mostram o corpo de Fernanda já coberto por uma manta térmica no local do acidente. Enquanto a mãe da jovem, em estado de choque, questionava se a filha ainda teria chances, pessoas ao redor notaram algo impossível para um cadáver: a vítima estava respirando.
A Reviravolta no Local do Acidente
Diante da insistência de populares que afirmavam ter visto movimentos sob o lençol, um socorrista da concessionária Eixo SP aproximou-se para uma nova checagem. Ao contrário da primeira avaliação feita pela equipe do SAMU, ele constatou sinais vitais e iniciou imediatamente as manobras de reanimação.
Fernanda foi levada às pressas para o Hospital de Base de Bauru, onde foi internada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Quadro de Saúde e Investigação
A luta de Fernanda pela vida continua. De acordo com o boletim médico divulgado nesta terça-feira (20), a paciente apresentou estabilidade suficiente para que a equipe médica iniciasse o protocolo de redução dos sedativos, um passo importante para avaliar sua resposta neurológica.
O episódio gerou consequências imediatas na estrutura de saúde do município:
Afastamento: A médica responsável por declarar o óbito e solicitar o encaminhamento do corpo ao Instituto Médico Legal (IML) foi afastada de suas funções.
Apuração: A prefeitura e os órgãos competentes abriram uma investigação rigorosa para entender como os protocolos de verificação de óbito falharam de forma tão drástica.
“Minha filha estava ali, coberta, e ninguém fazia nada. Se não fossem as pessoas gritando que ela respirava, o que teria acontecido?”, desabafou um familiar que preferiu não se identificar.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que deve ouvir os socorristas envolvidos e as testemunhas que impediram que a jovem fosse enviada viva para o necrotério.
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