O mistério em torno da morte do empresário Adalberto Amarilio dos Santos Júnior, de 36 anos, continua a se aprofundar. Encontrado dentro de um buraco de obra no Autódromo de Interlagos na última terça-feira (3), seu corpo estava em pé, sem calça e sem tênis, com capacete, celular e carteira ao lado .
A delegada Ivalda Aleixo, do DHPP de São Paulo, afirmou que o principal testemunho do caso o do amigo Rafael Aliste, que estava com ele no evento contém “falhas e lacunas” e que “tem muita coisa pra contar”, devendo ser novamente ouvido ainda nesta semana.
Conforme o depoimento inicial, o empresário teria consumido cerca de oito cervejas e maconha ofertadas por estranhos no evento de motociclistas. Contudo, a delegada considerou “curioso” esse relato, já que álcool e cannabis são depressivos e não causam o estado de agitação descrito .A polícia segue com diversas linhas de investigação: Hipótese de homicídio: Adalberto pode ter sido vítima de agressão possivelmente o conhecido golpe “mata‑leão”, já que não havia sinais externos de lesões aparentes, mas ná os descartam. Briga com seguranças: Ele teria acessado uma área proibida enquanto tentava cortar caminho até o carro, possivelmente provocando conflito com agentes da segurança do evento .Ocultação de provas: A câmera GoPro acoplada ao capacete foi retirada, levantando suspeita de manipulação ou destruição de evidências.
Vestígios de sangue: Foram encontradas manchas no carro da vítima, ainda em investigação para confirmar se são de Adalberto ou de outra ocorrência.
A Polícia Civil elaborou um croqui dos trajetos possíveis, ouviu seguranças, organizadores do evento, a esposa da vítima e prossegue colhendo depoimentos, aguardando resultados de laudos técnicos e necroscópicos para esclarecer as causas e responsabilidades.
A investigação segue com três principais focos: briga, asfixia e ocultação de evidência, sem nenhuma linha completamente descartada até agora.






