O Amazonas registrou a contratação direta de 38.833 pessoas para campanhas eleitorais neste ano, ocupando o 12º lugar entre os estados brasileiros no número de empregos gerados, de acordo com dados das prestações de contas enviadas pelos candidatos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em todo o país, foram contratadas cerca de 1,2 milhão de pessoas.
Grande parte dos contratados, aproximadamente 669 mil, desempenhou atividades de militância e mobilização de rua. No entanto, especialistas apontam que o número pode ser ainda maior, já que muitos desses serviços foram registrados de forma genérica, como “despesas com pessoal”.
Os contratos diretos feitos pelas campanhas movimentaram cerca de R$ 1,96 bilhão, valor que corresponde a uma parcela do total de R$ 6,22 bilhões gastos pelas candidaturas. A remuneração média para atividades de rua foi de R$ 1.020, variando conforme a função, a localidade e a duração do trabalho.
Indústria gráfica aquecida
Além das contratações diretas, as campanhas impactaram setores como a indústria gráfica. Levantamento da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf) revelou que 17% das gráficas do país ampliaram suas equipes temporárias para atender à demanda eleitoral.
Controle e limites
Para evitar abusos e o uso indevido de recursos, o TSE estabelece limites no número de contratações. Para candidatos a prefeito, o cálculo é de 1% do eleitorado até 30 mil eleitores, com acréscimo de uma contratação a cada mil eleitores adicionais. Já para candidatos à Câmara Municipal, o limite é a metade dessa regra.
Os dados destacam o impacto econômico das eleições, tanto em contratações diretas quanto em setores como locação de imóveis, cessão de veículos e serviços gráficos, que aqueceram o mercado de trabalho durante o período eleitoral.





