Manaus | 3 de junho de 2026 | 03:49:57

Educação: Manaus projeta o fim das escolas de madeira na zona rural até novembro

Fotos – Dhyeizo Lemos / Semcom-Prefeito

MANAUS – Na manhã de ontem (22/03), uma operação fluvial partindo do Centro de Manaus deu início à etapa final de um cronograma que visa extinguir, até novembro de 2026, todas as escolas de madeira ou estruturas mistas da rede municipal de ensino.

O plano, executado pela Secretaria Municipal de Educação (Semed), começou com o envio de 380 toneladas de materiais, incluindo aço, seixo e ferro, para a reconstrução imediata de três unidades em áreas de difícil acesso, como o Paraná da Eva e o Baixo Rio Preto da Eva. Em 2021, a cidade contabilizava 35 unidades nessas condições precárias; hoje, restam apenas nove, das quais todas devem ser substituídas por prédios modernos nos próximos oito meses.

O desafio da “Logística de Rio”

Diferente das obras em áreas urbanas, a substituição de escolas na zona rural de Manaus depende do “pulso das águas”. O transporte dos materiais por balsa pode levar até três dias de navegação. A meta da prefeitura é aproveitar o regime dos rios para garantir que comunidades como Caramuri recebam unidades totalmente climatizadas e, pela primeira vez, com conexão de internet via satélite.

“Estamos enfrentando um problema que persiste em muitas regiões do país. Sair de 35 escolas de madeira para zero em um ciclo de cinco anos é uma virada histórica para a equidade no ensino”, afirmou o prefeito David Almeida durante o embarque dos materiais no Píer Manaus 355.

Impacto no Interior: Mais Alunos e Frota Renovada

A melhoria na infraestrutura reflete diretamente nos números de matrícula. De acordo com dados da Semed, a rede de ensino rural saltou de 8,5 mil estudantes em 2021 para mais de 12 mil em 2026. O crescimento é atribuído não apenas aos novos prédios, mas à reestruturação do transporte escolar fluvial.

Atualmente, a frota de 52 lanchas, que operava com apenas 16 unidades há cinco anos está integralmente ativa e conta com monitores embarcados, garantindo a segurança no trajeto de alunos e professores em áreas remotas.

Equidade Educacional

Para o secretário de Educação, Júnior Mar, a substituição das estruturas de madeira por alvenaria é o pilar para avanços no aprendizado. “Não existe evolução sem ambiente adequado. O objetivo é que o aluno da zona rural tenha a mesma tecnologia e conforto do aluno da zona urbana”, pontuou. Com a conclusão deste cronograma, Manaus se posiciona na vanguarda das capitais do Norte ao erradicar estruturas escolares improvisadas.

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