A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) decidiu pela demissão do técnico Dorival Júnior do comando da Seleção Brasileira. A saída ocorre após a derrota por 4 a 1 para a Argentina, em partida válida pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026, e em meio a uma série de questionamentos sobre o desempenho da equipe.
Dorival Júnior assumiu a Seleção em 10 de janeiro de 2024, substituindo Fernando Diniz. Durante seu período no cargo, comandou 16 partidas, conquistando sete vitórias, sete empates e duas derrotas. Sua estreia foi marcada por uma vitória sobre a Inglaterra, por 1 a 0, em Wembley. Já na Copa América de 2024, realizada nos Estados Unidos, o Brasil foi eliminado nas quartas de final pelo Uruguai, nos pênaltis.
A derrota expressiva para a Argentina aumentou a pressão sobre o treinador e escancarou problemas na equipe. Ex-jogadores e comentaristas, como Rivaldo, criticaram a falta de organização tática da Seleção. Com a saída de Dorival, a CBF ainda não anunciou oficialmente quem será o novo treinador da equipe.
CBF pagará salários e multa por rescisão de contrato
A demissão de Dorival Júnior acarretará um custo elevado para a CBF. O contrato assinado previa sua permanência até o final da Copa do Mundo de 2026, e, com a rescisão, ele receberá os salários integrais até essa data. O valor mensal do treinador ultrapassa R$ 1 milhão. Além disso, a CBF deverá pagar uma multa rescisória que inclui não apenas os vencimentos do técnico, mas também o direito de imagem.
O mesmo procedimento será adotado para o diretor de seleções, Rodrigo Caetano, que também será desligado e receberá seus salários até o final de 2025, além da multa contratual.
A decisão da CBF deverá ser oficializada após reunião entre Dorival Júnior e o presidente da entidade, Ednaldo Rodrigues, nesta sexta-feira (28). Enquanto isso, a Seleção Brasileira segue em busca de um novo comandante para reverter o desempenho irregular e garantir uma campanha sólida rumo à Copa do Mundo de 2026.





