Manaus | 19 de outubro de 2026 | 18:33:35

Dólar sobe para R$ 6,15 após queda na sexta-feira passada

A Repórter - Portal de Notícias
Foto:Reprodução

O dólar abriu em alta nesta segunda-feira (23/12), cotado a R$ 6,15, revertendo a queda observada no último pregão, quando a moeda fechou a R$ 6,07, após recuar 0,81%. Desde o início da operação, a moeda americana já apresentava uma valorização significativa, chegando a ser cotada a R$ 6,13 logo após as 9 horas e, em seguida, subindo para R$ 6,15, uma alta de 1,28%.

Essa mudança na trajetória do dólar ocorre após uma trégua observada nos últimos dias, quando a moeda havia recuado devido a uma série de medidas adotadas pelo Banco Central (BC). Entre as ações do BC, destaca-se a realização de leilões que injetaram cerca de US$ 23,7 bilhões no mercado, ajudando a aliviar as tensões cambiais. Além disso, o Congresso Nacional concluiu a votação do pacote de gastos do governo federal, o que contribuiu para reduzir as incertezas econômicas e políticas que impactavam a confiança dos investidores.

Na sexta-feira (20/12), a reação do mercado foi positiva também após a divulgação de um vídeo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em que ele aparece ao lado do futuro presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e ministros do governo, como Fernando Haddad (Fazenda), Simone Tebet (Planejamento) e Rui Costa (Casa Civil). No vídeo, Lula elogiou Galípolo e afirmou que não interferirá na condução da política monetária do BC, o que ajudou a tranquilizar o mercado quanto à independência da instituição.

Apesar da alta do dólar nesta segunda-feira, o cenário externo também contribuiu para uma ligeira melhora no mercado, embora de forma limitada. O índice de preços dos gastos pessoais (PCE, na sigla em inglês) nos Estados Unidos subiu 0,1% em novembro, abaixo da expectativa de uma alta de 0,2%, o que pode indicar um certo controle da inflação no país.

Essa alta do dólar no início da semana reflete um equilíbrio entre fatores internos e externos que influenciam a moeda, mas também mostra a continuidade das incertezas no cenário econômico global e local. O Banco Central continuará sendo um ator importante nas intervenções para tentar manter a moeda americana sob controle, enquanto o mercado aguarda novos sinais sobre a estabilidade econômica do Brasil nos próximos meses.

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