Manaus | 26 de julho de 2026 | 07:35:17

Deputada Ana Campagnolo participa de debate onde interlocutora afirma que “o feto está vivo, mas não é uma vida”

A deputada estadual catarinense Ana Campagnolo participou de um debate recente em que foi levantada a seguinte afirmação: “o feto está vivo, mas não é uma vida”.

No trecho divulgado como trailer do programa, ela questiona uma das participantes:

“O feto não é uma vida humana?”
A resposta da mulher foi:
“Não, eu não acho.”
A deputada insistiu: “É uma vida de que espécie?” Ao que a participante repôs: “Não é uma vida.”
Logo depois, ela completou:
“Ele está vivo, mas ele não é uma vida.”

A interlocutora explicou que considera o feto “um ser vivo”, mas não “uma vida”. O debate abordou, entre outros pontos, o momento em que a vida humana se inicia, e se esse momento implica necessariamente em “vida” no sentido ético-moral ou legal.

O episódio está marcado como parte de um programa de debate que será divulgado em outubro no canal Spectrum.

CONTEXTO E REPERCUSSÃO

A frase “o feto está vivo, mas não é uma vida” trouxe à tona novamente o embate sobre os conceitos de “vida humana”, “existência biológica” e “pessoa humana” na discussão do aborto, tema que segue sem consenso entre cientistas, juristas e filósofos.

Para a defensora pró-vida, ou seja, que considera que a vida humana deve ser protegida desde a concepção, a frase pode soar como desvalorização do nascente humano. Já os que defendem maior liberdade à gestante argumentam que “vida” pode implicar pessoa, direitos, e que o feto ainda não possuiria esses critérios.

Em Santa Catarina, Ana Campagnolo é parlamentar com posicionamento marcado por pautas conservadoras, tendo já se envolvido em controvérsias sobre educação, escolas, ideologia de gênero e feminismo.

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