Manaus | 3 de junho de 2026 | 00:17:15

Dentista é preso após manter mulher em cárcere por 4 meses e marcar o corpo da vítima com 10 tatuagens

foto reprodução: Divulgação/Polícia Civil de SC

ITAPEMA (SC) – Uma operação conjunta entre as polícias civis do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina resultou na prisão preventiva de um dentista acusado de crimes bárbaros contra sua companheira, de 39 anos. A vítima era mantida em cárcere privado há quatro meses, período em que foi submetida a sessões de espancamento e forçada a tatuar o nome do agressor em dez partes diferentes do corpo.

O caso, que chocou as autoridades pela crueldade, só veio à tona no início de abril. Aproveitando um momento em que o suspeito dormia sob efeito de medicamentos, a mulher conseguiu fugir da residência do casal em Itapema, no Litoral Norte catarinense, e buscou socorro em uma delegacia.

Isolamento e Marcas de Crueldade

Em depoimento à Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) de Esteio (RS) e à DPCAMI de Itapema, a vítima relatou um cenário de tortura psicológica e física:

Incomunicabilidade: Teve o celular confiscado e era impedida de falar com familiares.

Violência Física: Apresentava ferimentos em várias regiões do corpo decorrentes de agressões constantes.

Marcação: Foi obrigada a fazer 10 tatuagens com o nome do dentista, funcionando como uma forma de “propriedade” imposta pelo agressor.

Arsenal e Histórico Criminal

Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão no consultório e na residência do suspeito, os agentes encontraram:

Duas pistolas e 61 munições calibre 9mm;

Objetos pessoais e o carro da vítima (que foram recuperados);

Malas já prontas com pertences da mulher, indicando uma possível tentativa de mudança ou fuga.

A Polícia Civil identificou ainda que o dentista é reincidente, possuindo um histórico de violência doméstica contra outras mulheres no passado.

Prisão

O investigado, que não teve a identidade revelada pelas autoridades, foi encaminhado ao Presídio Regional de Itapema. Ele deve responder por cárcere privado, lesão corporal gravíssima, posse ilegal de arma de fogo e violência doméstica no âmbito da Lei Maria da Penha.

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