MANAUS (AM) – Com uma agenda que mescla soluções emergenciais e entregas sociais, Roberto Cidade completou seus primeiros sete dias como governador interino do Amazonas imprimindo um ritmo acelerado à gestão. O período foi marcado por medidas de austeridade administrativa e o destravamento de demandas históricas em setores como educação e saúde.
Foco no Social e na Saúde
A semana foi encerrada com a entrega dos primeiros 1,2 mil óculos de um programa que prevê a distribuição de 12 mil unidades para estudantes da rede pública e pessoas em vulnerabilidade. No campo da assistência especializada, Cidade inaugurou o Centro de Atenção Integral Juventude TEA, preenchendo uma lacuna no atendimento a adolescentes e jovens com transtorno do espectro autista no Estado.
Solução de Conflitos
Na educação, a gestão interina agiu rapidamente para evitar uma paralisação das aulas. O governo articulou a retomada do plano de saúde para os profissionais da rede estadual, reduzindo a tensão com a categoria e garantindo a estabilidade no calendário escolar logo nos primeiros dias de mandato.
Transparência e Austeridade
No campo administrativo, duas decisões de Cidade chamaram a atenção do meio político:
Suspensão de Contratos: O governador determinou a interrupção de pagamentos a empresas de sua própria família que prestam serviços ao Estado há décadas, priorizando a transparência.
Renúncia Salarial: Cidade optou por manter apenas seu salário de deputado estadual, abrindo mão do vencimento acumulado como chefe do Executivo.
Estabilidade Institucional
A agenda institucional também incluiu o reforço da Defensoria Pública no interior e a posse da nova reitoria da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), sinalizando respeito à autonomia acadêmica.
Cenário Político: Roberto Cidade assume o comando interino em um momento de transição. Com a eleição indireta marcada para o dia 4 de maio, o atual governador é apontado como o favorito para conduzir o Estado no mandato tampão até janeiro de 2027.





