Aquele anel que não sai de jeito nenhum deixou de ser um mero incômodo doméstico para se tornar um problema de saúde pública em Manaus. Um novo levantamento do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) acendeu o sinal vermelho: em 2025, mais de 500 pessoas precisaram ser socorridas às pressas para retirar acessórios presos aos dedos.
O crescimento é alarmante: um salto de 20% em apenas um ano. É a primeira vez na história da cidade que a marca de 500 atendimentos é ultrapassada, consolidando esse tipo de acidente como um dos mais frequentes no dia a dia das equipes de resgate.
Recorde atrás de recorde
Os números mostram que o problema vem escalando anualmente. O que antes era esporádico, agora é rotina nos quartéis.
2022: 411 ocorrências
2023: 415 ocorrências
2024: 422 ocorrências
2025: 517 ocorrências (Novo Recorde)
Somando os últimos quatro anos, já são 1.765 atendimentos realizados apenas na capital amazonense.
O perigo da necrose: “Muitos ficam brincando”
O Comandante do Bombeiros da Capital, Reinaldo Menezes, alerta que a situação é mais séria do que parece. O que começa com um leve inchaço pode evoluir rapidamente para a perda do membro.
“O Bombeiro atende quase que diariamente esse tipo de ocorrência. É algo simples que acontece com crianças e adultos. Muitos adultos ficam brincando e acaba acontecendo esse tipo de acidente”, pontuou Menezes.
O risco real é a necrose: quando o anel aperta o dedo a ponto de interromper a circulação sanguínea, o tecido começa a morrer. Se não houver intervenção rápida com ferramentas de corte específicas, a amputação pode ser inevitável.
Onde buscar ajuda?
Se o anel prendeu e o dedo começou a inchar, não tente métodos caseiros que possam causar ferimentos. O Corpo de Bombeiros utiliza equipamentos de precisão que serram o material de forma gradativa e segura.
Vá ao quartel: Todos os quartéis do CBMAM possuem o equipamento de corte.
Ligue 193: Se não houver como se locomover, as equipes vão até você.
Prevenção: Evite usar anéis muito apertados ou brincar com objetos circulares que não foram feitos para os dedos.
Com informações da Assessoria de Comunicação do CBMAM.





