A cantora gospel e pastora Ana Paula Valadão teve uma pregação excluída das redes sociais da Igreja Lagoinha, fundada por seu pai, Márcio, e atualmente administrada pelo irmão, André Valadão. O episódio ocorreu na última semana e revelou um momento de crise familiar envolvendo uma disputa judicial e acusações de uso indevido da marca “Lagoinha”, que possui filiais espalhadas pelo Brasil e exterior.
O conflito começou após André Valadão processar o cunhado Felippe Valadão, casado com Mariana Valadão, irmã mais nova de André. Ambos lideram filiais da Lagoinha: Felippe em Niterói (RJ) e André em Orlando, nos Estados Unidos. Na ação, André acusa Felippe de usar indevidamente a marca Lagoinha, alegando que o uso pode causar confusão entre os fiéis e prejudicar a identidade da instituição.
Felippe e Mariana, por sua vez, alegam que sempre houve conhecimento e consentimento sobre o uso do nome. Eles afirmam que André já participou de eventos organizados pela igreja em Niterói e questionam o motivo da disputa judicial, uma vez que a coexistência das marcas nunca foi formalmente contestada. No entanto, a liderança da Lagoinha afirma que essa autorização expirou em 2022, tornando o uso atual ilegal.
Ana Paula Valadão e as declarações polêmicas
Durante uma pregação transmitida ao vivo na última semana, Ana Paula Valadão abordou a situação de maneira velada, mas deixou clara sua insatisfação com o momento conturbado na família e na igreja. Em tom emotivo, declarou:
“Eu tô muito brava. Mas eu já sou mãe e eu não sou mãe de filho pequeno. Eu sou mãe de vocês. Eu sou mãe dessa casa! Eu sou mãe dessa cidade! Eu sou mãe dessa nação! O que é que estão fazendo?”
A transmissão foi abruptamente cortada, e o perfil oficial da Igreja Lagoinha no Instagram deixou de seguir Ana Paula, além de removê-la da biografia da página. Nas redes sociais, a pastora se manifestou com uma mensagem conciliatória à irmã Mariana:
“Eu e minha sis batemos papo sempre, fazemos questão de apoiar uma à outra em tudo, jamais como competidoras, mas cooperadoras! Sis, te amo e proíbo que o ladrão da alegria te roube, em nome de Jesus!”
Críticas políticas e repercussão
Durante a pregação, Ana Paula também criticou indiretamente o cenário político brasileiro, mencionando o retorno de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à presidência, após sua prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá.
“De repente, tira um cara que tava preso na cadeia pra voltar pro trono, gente? Como explicar?”, declarou Ana Paula, associando o episódio a “alianças erradas” e passagens bíblicas.
O marido da pastora, Gustavo Bessa, também se manifestou, insinuando censura: “A mensagem foi poderosa, confrontadora e de sacudir os alicerces. Mas, cortaram a transmissão e deletaram a mensagem. Tempos estranhos.”
A crise e os impactos na igreja
O conflito expõe fissuras internas na Igreja Lagoinha, uma das maiores do Brasil, e gera questionamentos entre os fiéis. Enquanto a disputa judicial segue, o silêncio imposto a Ana Paula Valadão também repercute.







