Manaus | 4 de junho de 2026 | 04:49:37

CELULAR MAIS CARO: Novo imposto no Brasil anula queda de tarifas de Trump e atinge iPhones e Xiaomi

Enquanto o cenário internacional trazia uma ponta de esperança para o setor de tecnologia, o consumidor brasileiro acaba de receber um balde de água fria. A queda das tarifas de importação nos Estados Unidos, determinada pela Suprema Corte após o “tarifaço” de Donald Trump, não deve aliviar os preços por aqui. O motivo? O governo brasileiro se antecipou com um aumento interno de impostos que atinge em cheio os eletrônicos.

O “Tarifaço” Brasileiro de Fevereiro

No início deste mês, entrou em vigor a Resolução GECEX 852/2026, uma medida que elevou a alíquota de importação de mais de mil itens. O setor de tecnologia foi o alvo principal, com acréscimos que chegam a 7,2 pontos percentuais nos tributos.

Na prática, isso cria uma barreira que anula qualquer redução de custos vinda do exterior. O objetivo do governo é forçar a industrialização nacional, mas o efeito imediato é o encarecimento de produtos que não possuem fábrica no país.

Quem chora e quem ri (por enquanto)

O impacto nas prateleiras será sentido de forma desigual, dependendo da estratégia de cada fabricante:

OS MAIS ATINGIDOS (Prepare o cartão): Aparelhos importados prontos sofrerão o reajuste mais rápido. Isso inclui as versões Pro e Pro Max do iPhone, além de modelos de marcas como Xiaomi, Realme, Oppo e Honor, que operam majoritariamente via importação.

OS “PROTEGIDOS”: Modelos da Samsung e Motorola, que possuem linhas de montagem robustas no Brasil, além das versões básicas da Apple montadas localmente, não devem ter reajuste imediato. No entanto, o aumento de impostos sobre máquinas e componentes importados pode gerar um “efeito cascata” nos preços desses aparelhos nos próximos meses.

Por que isso importa?

A medida não encarece apenas o smartphone de última geração. Ela atinge servidores, equipamentos médicos e máquinas industriais. Para o consumidor final, isso significa que a tecnologia brasileira caminha para um período de preços inflacionados, mesmo em um momento onde o mercado global tentava respirar após as tensões tarifárias americanas.

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