A Câmara Municipal de Manaus (CMM) aprovou, nesta terça-feira (17), em primeira discussão, o projeto que permite a realização de sessões virtuais e híbridas em situações excepcionais. A votação, no entanto, ficou marcada pela polêmica: um jabuti foi incluído no texto, alterando regras sobre a eleição da Mesa Diretora e autorizando que o presidente convoque o pleito com antecedência mínima de dois dias.
O placar final do mérito foi de 28 votos a favor e 11 contrários, com a vereadora Yomara Lins ausente e o vereador Rosinaldo Bual, preso, impedido de votar. Por se tratar de mudança no Regimento Interno, a votação exigia quórum qualificado, o que permitiu ao presidente da Casa, David Reis, também votar.
Polêmica antes da votação
Antes da decisão sobre o mérito, a análise dos pareceres já mostrava a tensão: a base governista foi derrotada por 25 votos contrários e 14 a favor, o que levou à suspensão da sessão para articulação política. Ao retornar, o placar se inverteu e o projeto acabou aprovado.
Entre os vereadores que votaram contra estão Amaury Gomes, Rodrigo Guedes, Coronel Rosses, Capitão Carpê, Ivo Neto, João Paulo Janjão, Rodrigo Sá, Sargento Salazar, Raiff Matos, Thaysa Lippy e Zé Ricardo.
O projeto agora seguirá para segunda votação, cuja data ainda será definida, mantendo o clima de expectativa sobre como a CMM vai lidar com a transformação de suas sessões e a disputa política interna.






