A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou um projeto de lei que institui a oferta de merenda vegana nas escolas públicas do DF. Proposta pelo deputado Ricardo Vale (PT), a iniciativa busca garantir uma alimentação inclusiva, sustentável e saudável, respeitando as necessidades nutricionais e escolhas alimentares dos estudantes e suas famílias.
Ricardo Vale destacou que o projeto assegura o direito de escolha, abordando questões éticas e ambientais de forma pioneira. “É uma medida que promove inclusão e sustentabilidade, além de respeitar valores éticos e culturais das famílias. Não se trata de impor, mas de oferecer alternativas para aqueles que têm restrições ou preferências alimentares”, afirmou o parlamentar.
Avanço na alimentação escolar
A proposta foi amplamente celebrada pela Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), que classificou a aprovação como um marco importante. Segundo a SVB, a inclusão da merenda vegana demonstra respeito às escolhas culturais e éticas, além de promover uma alimentação equilibrada para todos os alunos.
De acordo com o projeto, a merenda vegana será incorporada gradualmente aos cardápios escolares, com supervisão de profissionais de nutrição. Além disso, a medida prevê campanhas educativas para conscientizar estudantes e suas famílias sobre alimentação saudável e sustentabilidade.
Alternativa, não obrigação
A proposta não impõe mudanças alimentares, mas amplia as opções de merenda escolar para incluir aqueles que não consomem produtos de origem animal. Essa flexibilidade atende desde questões éticas e de saúde até casos de intolerâncias alimentares.
O DF segue iniciativas semelhantes já adotadas em outras partes do país, reforçando uma tendência de políticas públicas voltadas à alimentação escolar mais diversificada e responsável.
Próximos passos
Com a aprovação pela CLDF, o projeto segue para sanção do governador, que determinará a regulamentação para sua implementação. Caso sancionada, a medida colocará o Distrito Federal entre os pioneiros na oferta de merenda vegana em redes públicas de ensino, promovendo uma abordagem mais inclusiva e sustentável para as novas gerações.






