Na véspera, índice da bolsa brasileira subiu 0,47%, a 89.039 pontos. E moeda norte-americana avançou 0,26%, vendida a R$ 3,8681.

O principal índice da bolsa paulista, a B3, opera em forte queda nesta quinta-feira (6), contaminada pelo cenário externo negativo, com a prisão de uma executiva chinesa a pedido dos Estados Unidos.

Às 12h23, o Ibovespa caía 1,71%, a 87.504 pontos. 

Já o dólar subia e já superava o nível de R$ 3,90 intensificando os temores de guerra comercial entre Estados Unidos e China poucos dias depois de um encontro histórico entre os presidentes dos dois países.

Às 12h38, a moeda norte-americana subia 1,68%, vendida a R$ 3,9329. Na máxima do dia, chegou a R$ 3,9429.

A filha do fundador da gigante chinesa de tecnologia Huawei foi detida no Canadá e pode ser extraditada para os EUA. A prisão de Meng Wanzhou, que é vice-presidente financeira da Huawei Technologies, está relacionada à violação de sanções norte-americanas.

A executiva foi detida no último sábado, mesmo dia em que os presidentes Donald Trump e Xi Jinping concordaram sobre uma trégua de 90 dias na disputa tarifária entre as duas maiores economias do mundo.

“Esta notícia é bastante significativa, já que o governo dos EUA está tentando persuadir os aliados a pararem de usar equipamentos Huawei devido a temores de segurança, o que está provocando vendas generalizadas”, disse à Reuters Stephen Innes, diretor de operações da região Ásia-Pacífico da OANDA, em uma nota.

A Huawei, uma das maiores fabricantes de equipamentos de telecomunicações do mundo, já enfrentou dificuldades no mercado dos EUA no passado devido a alegações de que seus equipamentos podem conter brechas de segurança que poderiam permitir um monitoramento não autorizado.

O episódio, na visão da equipe de análise e estratégia da XP Investimentos, “ressalta quão frágil está a relação dos EUA e da China”, conforme nota distribuída a clientes.

Nos EUA, onde os mercados reabrem após suspensão dos negócios na véspera em razão de luto pela morte do ex-presidente George H.W. Bush, os futuros acionários apontavam uma abertura negativa em Wall Street, seguindo movimento dos pregões europeus e nas praças asiáticas.