No dia 12 de junho de 2025, o voo AI 171, operado por um Boeing 787‑8 da Air India, caiu poucos segundos após decolar de Ahmedabad rumo a Londres Gatwick, resultando na morte de 241 pessoas a bordo e dezenas de vítimas no solo.
A Bureau de Investigação de Acidentes Aéreos (AAIB) está liderando um esforço multidisciplinar envolvendo autoridades indianas, Estados Unidos e Reino Unido, com apoio de unidades antiterror e inteligência.
Os gravadores de voo foram recuperados, e a análise dos dados está em andamento, com previsão de relatório preliminar em até 3 meses.
Nas últimas semanas, autoridades não descartaram a hipótese de sabotagem como causa do acidente. O Ministro de Estado da Aviação Civil, Murlidhar Mohol, enfatizou que o inquérito está sendo conduzido “por todos os ângulos, incluindo possível sabotagem” .
Agentes vasculharam operações de solo, pessoal de manutenção e exames de combustível e sistemas eletrônicos.
Especialistas aviônicos levantaram hipóteses como falha dupla de motor, flaps não acionados, contaminação de combustível que pode ser um ato deliberado e erro humano.
Há relatos de que ambos os motores falharam simultaneamente, algo considerado “inédito”, o que reforça a atenção à possibilidade de manipulação externa.
Além disso, cresceu o escrutínio sobre procedimentos de manutenção em solo. Em Ahmedabad, fiscais interrogaram funcionários aeroportuários e coletaram celulares da equipe de solo, já que o envolvimento de terceiros ou sabotagem não foi afastado. O acidente abalou a confiança no Boeing 787 até então livre de incidentes fatais desde sua estreia. O DGCA ordenou inspeções em toda a frota da Air India, e três funcionários da companhia foram afastados após constatações de falhas sistêmicas .






