Investigações conduzidas pelas forças de segurança do Rio de Janeiro revelam um cenário ainda mais brutal da atuação do Comando Vermelho no Complexo da Penha. Segundo a Polícia Militar, traficantes utilizavam locais com presença de jacarés para descartar corpos de vítimas executadas por facções, em uma estratégia macabra de intimidação e domínio territorial.
As imagens fazem parte de um levantamento sigiloso que identificou pontos de violência extrema e logística criminosa dentro da comunidade. O material foi usado para embasar a megaoperação conjunta nos Complexos da Penha e do Alemão, que mobilizou cerca de 2.500 agentes entre policiais civis e militares.
A prática do terror
De acordo com as autoridades, a utilização de áreas alagadas — onde jacarés se alimentariam rapidamente dos restos mortais — tinha como objetivo evitar vestígios e espalhar medo entre rivais e moradores.
A PM afirma que, além do uso dos animais como destino final das vítimas, os traficantes controlavam esses espaços como “zonas de punição”, onde torturas e execuções eram realizadas longe do alcance das autoridades.
Megaoperação e balanço
O confronto entre forças de segurança e criminosos resultou em:
121 mortos
Apreensão de fuzis, pistolas, revólveres e explosivos
Blindados e helicópteros no apoio às incursões
Prisões e retirada de barricadas
As ações seguem sob análise do Ministério Público e de organizações de direitos humanos, diante do elevado número de mortes e denúncias de excessos.
Investigações continuam
O objetivo das autoridades é aprofundar o mapeamento da rede criminosa, que inclui desde rotas de armamento e drogas até métodos de intimidação usados para manter o controle da região.
O Comando Vermelho não se pronunciou oficialmente.









