Manaus | 4 de setembro de 2026 | 22:33:54

Argentinos vão às ruas contra ‘decretaço’ de Milei e sindicatos apresentam ação judicial para barrar medida

A manifestação motivou um grande destacamento das forças de segurança, que estão no local. Em entrevista à TV argentina nesta quarta, Milei repetiu a fala de sua ministra da segurança, Patricia Bullrich, afirmando que “quem faz, paga”, e citou que há uma linha direta para reclamações sobre a marcha de hoje. O protesto contra o ajuste fiscal acontece duas semanas depois do governo impor um protocolo que restringe o direito de manifestação ao impedir o fechamento de vias públicas e punir os participantes com processos na Justiça e suspensão de auxílios pagos pelo Estado.
Diferentes setores estão apelando à “unidade” para impedir o Decreto de Necessidade e Urgência (DNU) publicado no Diário Oficial há uma semana. O texto impõe, de uma só vez, mais de 300 reformas que, entre outras coisas, revogam leis, eliminam dezenas de regulamentações estatais, permitem a privatização de empresas públicas, abrem as portas para operações em dólares e dão início à flexibilização do mercado de trabalho e do sistema de saúde. A decisão está sendo contestada no Congresso, nos tribunais e nas ruas por aqueles que a consideram “inconstitucional”.

Os DNU são mecanismos excepcionais que permitem ao Executivo aprovar ou modificar leis para tratar de assuntos urgentes que não podem esperar pelo debate no Congresso. O governo argumentou que a situação do país — com altos níveis de inflação e pobreza — é “muito complicada” e merece essa medida, que não tem precedentes no país devido à sua magnitude. Entretanto, muitos setores consideram que o presidente está se apropriando de poderes legislativos e questionam a “necessidade e urgência” de alguns pontos do pacote.

O decreto está previsto para entrar em vigor nesta semana. O Congresso pode rejeitá-lo com uma maioria de votos em cada Casa. No entanto, se apenas uma das câmaras o aprovar, o decreto é considerado válido; e se não for posto em pauta por nenhuma delas, também é válido. Enquanto isso acontece, outra maneira de impedi-lo é por meio dos tribunais: mais de uma dúzia de amparos já foram apresentados, de acordo com a agência de notícias Télam.

A marcha foi convocada para às 11h da manhã do horário local (mesmo de Brasília), onde os participantes se concentrarão para partirem, a partir do meio-dia, da Plaza Lavalle, no centro da capital argentina, em direção ao Palacio de Tribunales, a poucos metros de distância, onde a CGT apresentará uma ação judicial contra o megadecreto.

— O objetivo é que a DNU não continue funcionando — anunciou Héctor Daer, secretário da CGT, na véspera da marcha.

Os DNU são mecanismos excepcionais que permitem ao Executivo aprovar ou modificar leis para tratar de assuntos urgentes que não podem esperar pelo debate no Congresso. O governo argumentou que a situação do país — com altos níveis de inflação e pobreza — é “muito complicada” e merece essa medida, que não tem precedentes no país devido à sua magnitude. Entretanto, muitos setores consideram que o presidente está se apropriando de poderes legislativos e questionam a “necessidade e urgência” de alguns pontos do pacote.

O decreto está previsto para entrar em vigor nesta semana. O Congresso pode rejeitá-lo com uma maioria de votos em cada Casa. No entanto, se apenas uma das câmaras o aprovar, o decreto é considerado válido; e se não for posto em pauta por nenhuma delas, também é válido. Enquanto isso acontece, outra maneira de impedi-lo é por meio dos tribunais: mais de uma dúzia de amparos já foram apresentados, de acordo com a agência de notícias Télam.

A marcha foi convocada para às 11h da manhã do horário local (mesmo de Brasília), onde os participantes se concentrarão para partirem, a partir do meio-dia, da Plaza Lavalle, no centro da capital argentina, em direção ao Palacio de Tribunales, a poucos metros de distância, onde a CGT apresentará uma ação judicial contra o megadecreto.

— O objetivo é que a DNU não continue funcionando — anunciou Héctor Daer, secretário da CGT, na véspera da marcha.

As primeiras reações contra o DNU ocorreram depois que Milei leu algumas das medidas em rede nacional há uma semana. Argentinos indignados expressaram sua rejeição batendo panelas e frigideiras em suas varandas em diferentes partes do país, e centenas deles marcharam até os portões do Congresso em Buenos Aires para defender direitos conquistados ao longo de décadas. Após o recesso de Natal, as manifestações de repúdio foram retomadas. Na terça-feira, somente na cidade de Buenos Aires, houve dois comícios em frente ao Congresso, onde foram ouvidas palavras de ordem como “Acima os direitos, abaixo o decreto!”.

— Estamos no governo há 16 dias e eles já realizaram três passeatas — criticou a chefe do Ministério da Segurança, Patricia Bullrich, na terça-feira.

Para o governo, o objetivo das manifestações é “desestabilizá-lo”. A máxima da ministra da Segurança é corroborada pela ministra do Capital Humano, Sandra Pettovello:

— Quem corta não recebe — disse, em referência à punição ao bloqueio de vias com perda dos benefícios sociais.

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