Belém (PA) – No coração da Amazônia e em meio ao maior encontro climático do planeta, um movimento silencioso mas poderoso de pesquisadores brasileiros começa a ganhar destaque na COP30. Enquanto chefes de Estado, cientistas e ativistas de 195 países discutem o futuro da Terra, um grupo diverso de professores e pesquisadoras das principais instituições públicas de ensino superior do Brasil decidiu levar sua contribuição diretamente ao público global: um livro científico coletivo, gratuito e aberto a todos.
A obra, apresentada em pré-lançamento internacional dentro da Blue Zone, chega como uma vitrine do que o país produz de mais atual em ciência, Amazônia e sustentabilidade. A capa, assinada pelo consagrado artista plástico Rui Machado, carrega a força estética da floresta, um convite visual para mergulhar nas reflexões e descobertas reunidas pelos autores.
Ciência acessível, gratuita e na palma da mão
Nada de burocracia. Quem circular pelo estande oficial do CREA Pará encontrará banners e flyers com QR Codes que levam diretamente ao download da coletânea científica. Mas o acesso não se limita a quem está fisicamente no evento.
A obra completa também pode ser baixada gratuitamente cliando no link: Crea – RR
Em segundos, qualquer pessoa, pesquisador, estudante, líder comunitário ou curioso, poderá acessar estudos interdisciplinares que dialogam com clima, justiça ambiental, desenvolvimento sustentável e a vida cotidiana na Amazônia.
A proposta é simples e ambiciosa: levar a ciência da Amazônia para o mundo, e do mundo de volta para a Amazônia.
Um gesto coletivo em meio ao maior evento climático já realizado
Com uma expectativa de 60 mil participantes e 90 delegações oficiais, a COP30 já é considerada o maior evento sobre justiça climática até 2025. A presença da coletânea científica no evento funciona como um símbolo, um lembrete de que a produção acadêmica brasileira tem papel central nas discussões sobre o futuro do planeta.
“Pedimos aos cidadãos e cidadãs da Amazônia que ajudem a difundir esta obra”, reforçam os organizadores. A ideia é que a rede de pesquisadores, estudantes, moradores locais e visitantes internacionais forme uma corrente de comunicação científica capaz de ecoar muito além dos limites do Pará.
Uma ponte entre laboratórios e o mundo
As pesquisas reunidas no livro surgem de laboratórios espalhados por distintas instituições públicas brasileiras. São olhares plurais, análises profundas e propostas concretas que dialogam com o que há de mais urgente na agenda global. A coletânea chega como um presente à comunidade científica e ao público geral, e como um chamado: a ciência brasileira quer ser lida, debatida e aplicada.
Quem estiver na COP pode baixar o livro apontando a câmera para o QR Code. Quem está fora também pode solicitar o material e se juntar ao movimento de democratização do conhecimento científico produzido na Amazônia.








Uma resposta
Muito bom.