MANAUS – O mapa do Amazonas começou a mudar de cor nesta segunda-feira (09/02). Com o avanço do período chuvoso, o Governo do Estado colocou 25 municípios em observação direta, sendo que 12 já estão em situação de emergência ou alerta máximo. O monitoramento hidrológico acendeu o sinal vermelho: a subida dos rios, especialmente nas calhas do Juruá e do Purus, deve atingir o pico de forma antecipada nas próximas semanas.
O Radar do Impacto
Atualmente, a geografia da cheia se divide assim:
Emergência: Eirunepé.
Alerta Máximo: 11 municípios (incluindo Boca do Acre, Carauari e Lábrea).
Atenção: 13 cidades sob vigilância constante.
A estimativa é que a subida das águas impacte diretamente a vida de 690 mil pessoas. Diante desse cenário, o Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais foi acionado para garantir que a ajuda chegue às calhas antes que o isolamento geográfico se torne um obstáculo intransponível.
Rede de Proteção Ativada
A estratégia montada pelo governo busca cercar o problema em várias frentes:
Saúde: Distribuição estratégica de kits de medicamentos, vacinas e soros. O foco é prevenir surtos de leptospirose e dengue, doenças que costumam avançar com as enchentes.
Educação: Ativação do programa “Aula em Casa” para que os estudantes de áreas afetadas não percam o ano letivo, caso as escolas fiquem submersas.
Logística Humanitária: Envio antecipado de cestas básicas, água potável e purificadores do programa Água Boa para as comunidades ribeirinhas.
Mobilização do Corpo de Bombeiros
Com o solo encharcado, o risco de deslizamentos e o fenômeno das “terras caídas” aumentam. O Corpo de Bombeiros intensificou a Operação Inverno Amazônico, deslocando equipes para pontos críticos onde a erosão das margens ameaça moradias e a vida dos agricultores locais.








