Manaus | 3 de junho de 2026 | 03:49:46

Além da infância: Amazonas cria centro inédito para adolescentes com autismo

A lacuna na assistência para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) costuma ter um marco crítico: o fim da infância. Muitas famílias relatam que, ao atingir a adolescência, o suporte especializado escasseia. Para tentar mudar esse cenário em Manaus, o Governo do Amazonas anunciou a criação do Juventude TEA, uma unidade projetada especificamente para o público de 12 a 18 anos.

O anúncio ocorreu durante a entrega do terceiro Caic TEA da capital, o Afrânio Soares (Parque 10), mas a grande novidade está na unidade voltada à juventude, que já alcançou 80% de conclusão nas obras no bairro São Geraldo.

O desafio da autonomia

Diferente das unidades infantis, o Juventude TEA, fruto de uma parceria com o Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH, traz uma proposta pedagógica e terapêutica voltada à independência.

Entre os destaques da estrutura, que deve atender até 250 jovens, estão:

Casa de Atividades de Vida Diária: Um ambiente que simula uma residência para que o jovem aprenda, na prática, tarefas como organização doméstica e preparo de alimentos.

LabTEA: Um laboratório de tecnologia que utiliza gameterapia e robótica como ferramentas de desenvolvimento cognitivo.

Inclusão Produtiva: O projeto prevê parcerias com o Cetam para formação profissional e inserção no mercado de trabalho.

“A proposta é consolidar um modelo de assistência que promova o protagonismo juvenil. Queremos preparar esses jovens para as competências do cotidiano e para a vida adulta”, afirma a secretária de Saúde, Nayara Maksoud.

Expansão da rede especializada

Enquanto o novo centro para adolescentes finaliza suas obras, a rede de apoio infantil ganha fôlego. Com a inauguração da unidade no Parque 10, Manaus passa a contar com três centros especializados (os outros dois situados nas zonas Leste e Norte).

Desde 2025, o modelo de atendimento multiprofissional do estado já ultrapassou a marca de 40 mil sessões terapêuticas. O desafio agora é garantir que esse fluxo não seja interrompido quando a criança cresce, transformando o diagnóstico em um plano de vida de longo prazo.

O que muda com o Juventude TEA?

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