Com o presidente Lula (PT) internado no Hospital Sírio Libanês para tratamento de complicações de saúde, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) liderou, nesta quinta-feira (12), a reunião do “Conselhão”. O grupo, que reúne mais de 200 representantes da sociedade civil, ministros e empresários, tem como função assessorar o governo federal na criação e implementação de políticas públicas. Apesar da ausência de Lula, o encontro seguiu com a agenda prevista, evidenciando a continuidade da gestão, mas também levantando questionamentos sobre a centralização do poder e a condução das principais decisões do governo sem a presença do presidente.
Lula está internado após passar por uma cirurgia na última terça-feira (10) para tratar um sangramento no cérebro. O novo procedimento, que será realizado nesta quinta-feira, visa bloquear qualquer risco de hemorragias futuras, conforme explicado pelo Dr. Roberto Kalil, seu médico pessoal. Embora o tratamento esteja sendo realizado conforme o protocolo médico, a situação de saúde do presidente levanta dúvidas sobre a estabilidade e a governabilidade do país, especialmente considerando a polarização política e os desafios econômicos que o Brasil enfrenta.
O Conselhão, um colegiado que reúne figuras influentes de diversos setores da sociedade, continua com seu trabalho, mas a ausência de Lula no comando da reunião traz à tona o debate sobre a necessidade de um governo mais transparente e eficiente. Muitos questionam se a gestão do país está verdadeiramente alinhada aos interesses da população, com a tomada de decisões sendo feita sem a devida participação ampla e aberta da sociedade. A falta de uma liderança clara e presente nos momentos mais críticos pode comprometer o avanço das reformas necessárias para o crescimento do Brasil.






