A deputada federal Adriana Ventura (Novo-SP) criticou duramente, nesta quinta-feira (4), a decisão da CPMI do INSS de não convocar Fábio Luiz Lula da Silva, conhecido como Lulinha, para depor na comissão. Em seu discurso, a parlamentar acusou os integrantes do colegiado de estarem “blindando bandido” e reforçou a necessidade de convocação do filho do presidente como forma de transparência e responsabilização.
Segundo Ventura, a investigação sobre supostos pagamentos irregulares não pode ser parcial. A deputada citou denúncias que apontam uma mesada de R$ 300 mil a Lulinha, supostamente recebida de forma irregular, que, na avaliação dela, deve ser investigada a fundo.
Para reforçar seu argumento, Adriana Ventura apresentou à comissão prints de reportagens que destacam a denúncia, afirmando que a recusa em convocar o filho do presidente representa uma afronta ao princípio da responsabilização.
“Blindar Lulinha e outros envolvidos mina a credibilidade da investigação e fere o direito da sociedade à verdade”, disse a deputada, em tom firme. Ventura reforçou que a CPMI tem a obrigação de garantir total transparência e permitir que todos os fatos sejam esclarecidos.
O episódio adiciona uma nova tensão à comissão, que já vinha enfrentando críticas de setores da sociedade e parlamentares sobre a condução de investigações relativas ao INSS e a eventuais irregularidades financeiras. Até o momento, não há indicação de que a decisão da comissão sobre Lulinha será revisada.
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