Deputado federal eleito divulga documento com pedido de prisão preventiva e afirma que tentativa de afastá-lo da campanha de Maria do Carmo teria motivação política.
O deputado federal eleito Sargento Salazar (PL) afirmou, em vídeo publicado nas redes sociais nesta quinta-feira (15), que a esquerda teria pedido sua prisão preventiva. Na gravação, o parlamentar exibe um documento relacionado a um pedido de prisão e sugere que a medida teria como objetivo afastá-lo da campanha de Maria do Carmo (PL), candidata ao Governo do Amazonas. .
Durante o vídeo, Salazar eleva o tom das declarações e afirma que poderá “parar o Amazonas” caso seja preso e impedido de continuar atuando na campanha eleitoral. A manifestação ocorre em meio à disputa pelo Governo do Estado e à troca de acusações entre grupos políticos adversários.
Documento não confirma prisão decretada
O documento apresentado por Salazar menciona um pedido de prisão preventiva e faz referência a dispositivos do Código de Processo Penal. No entanto, a publicação não comprova que a Justiça tenha expedido um mandado de prisão contra o parlamentar.
É importante distinguir um pedido de prisão de uma decisão judicial: a solicitação precisa ser analisada pela autoridade competente antes que qualquer medida seja decretada. Até o momento, não há confirmação, na reportagem consultada, de que a prisão tenha sido autorizada pela Justiça. .
Caso envolve denúncia de Alessandra Campêlo
A declaração ocorre após a deputada estadual Alessandra Campêlo (PSD), candidata a vice-governadora na chapa de Omar Aziz, denunciar um episódio nos bastidores do debate eleitoral realizado pela TV Norte, em Manaus, no dia 13 de outubro.
Alessandra afirmou ter interpretado como ameaça um gesto semelhante ao de cortar o pescoço, atribuído a Kidson Maia, aliado político de Salazar. A parlamentar informou que procurou as autoridades e pediu medidas de proteção.
Salazar contestou a interpretação do episódio, enquanto Kidson negou ter ameaçado a deputada. As versões apresentadas pelos envolvidos são divergentes e dependem de apuração pelas autoridades. .
O caso acrescenta tensão à campanha eleitoral no Amazonas e amplia o confronto público entre os grupos políticos que disputam o segundo turno. Até que haja uma decisão oficial, o pedido de prisão exibido no vídeo não deve ser tratado como um mandado já expedido.






