Comando da Polícia Militar afirma que instaurou procedimento para apurar conduta do policial.
O Comando da Polícia Militar de São Paulo informou, na última terça-feira, 26, que o 20.º Batalhão de Polícia Militar do Interior decidiu abrir uma apuração sobre a conduta de um cabo que, fardado, foi filmado discursando para integrantes da comunidade de Barreirinha, na cidade de São Sebastião, no litoral norte de São Paulo, dizendo que “se o governo comunista voltar”, os moradores de lá “irão perder o direito de todos os bens”.
Vídeo:
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“Aí você tem essa casa aqui, e ela tem escritura. É sua, você suou e pagou. Mas se acertar esse governo comunista, que tá querendo voltar de novo, vai chegar a hora que o governo vai chegar para vocês e falar assim: ‘essa casa agora é do governo’”, começa o policial.
O agente segue com as falas, alertando que “não gosta de política”. Ele afirma que a “tomada de imóveis” já “acontece na Bolívia, no Chile” e em “outros lugares”, apontando que algo similar pode ocorrer no Brasil, em que um eventual novo governo “tiraria” as pessoas de suas casas “na força”.
“Eu não gosto de política e não estou indicando político nenhum. Eu só estou querendo explicar para vocês, aproveitando essa oportunidade, que ali, por exemplo, não tem escritura e está em uma área de preservação. […] Porém, se a gente alimentar a parte comunista da história, aí vai ser igual aos outros países que está [sic] aí. Nós cidadãos perdemos o direito de todos os nossos bens. Não é negócio de ‘ah, isso aqui é meu’. Se o governo falar assim, e é o que acontece na Bolívia, no Chile, nos outros lugares aí, que está maior guerra, se o governo chegar aqui e falar ‘essa casa é minha’, eles tiram você na força, e se resistir eles arrebentam você”, prossegue.
Em nota oficial, a Polícia Militar informou que “é uma Instituição de Estado que atua estritamente sob os mandamentos constitucionais e legais”.
“Em relação ao vídeo, imediatamente ao tomar conhecimento das imagens, o Comando do 20.º BPM/I instaurou procedimento para apurar a conduta do policial militar, sendo certo que a sua opinião pessoal não reflete o posicionamento institucional nem tampouco coaduna com os protocolos previstos para atendimento de ocorrências da Polícia Militar.”
Fonte: Terra








