Empresa vencedora de 20 licitações teria sido beneficiada em esquema milionário entre servidores e empresários da Segurança Pública de Goiás.
Goiânia – Duas licitações para a aquisição de câmeras de segurança pelo estado de Goiás são suspeitas de terem sido fraudadas, segundo a Polícia Civil. O valor total dos contratos suspeitos é de R$ 53 milhões para 550 câmeras, além de treinamento e manutenção.
Essas suspeitas fazem parte da Operação Mérida, deflagrada nesta quarta-feira (26/1) em Goiás, que investiga fraude em 20 licitações no período entre 2013 e 2018.
Segundo os investigadores, uma empresa chamada Inove teria ganhado esses contratos de forma fraudulenta. Seis servidores da Secretaria de Segurança Pública de Goiás (SSPGO) são suspeitos de envolvimento no esquema, sendo um gerente e cinco pregoeiros.
Pregoeiro é o profissional que coordena uma licitação no modelo pregão eletrônico.
O comandante do esquema seria o então gerente de informática e telecomunicações da SSPGO, segundo o delegado Francisco Lipari.
“O gerente que atuava na pasta teria coordenado pregoeiros, favorecendo a empresa Inove, amigo íntimo dessa pessoa”, afirmou o investigador em coletiva.
Operação
Foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão na manhã desta quarta, incluindo as casas desses servidores, além de empresas e casas de empresários relacionados ao esquema.
Os nomes dos investigados não foram revelados, mas o delegado-geral da Polícia Civil, Alexandre Lourenço, adiantou que um deles já teria sido alvo da operação Monte Carlo, da Polícia Federal, que apurava organizações envolvidas com máquinas caça-níqueis em Goiás, em 2012.
Todos os seis servidores investigados foram afastados de suas funções, por determinação judicial. Os valores somados das 20 licitações é de R$ 58 milhões, mas pode aumentar, segundo o atual secretário de Segurança Pública, Rodney Miranda.
Além de câmeras, também havia contratos para a compra de computadores e tablets, entre outros produtos.
De acordo com Rodney, as investigações começaram depois de um processo de auditoria iniciado no início de sua gestão, em 2019. Ao ser questionado em coletiva, ele garantiu que o esquema não continuou depois que assumiu o órgão.
Fonte: Metrópoles









