O Supremo Tribunal Federal (STF) deve deixar para 2027 a retomada do julgamento que discute a possibilidade de abertura de investigações envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça.
A análise foi interrompida após o ministro Flávio Dino pedir vista do processo, ou seja, mais tempo para examinar o caso. Pelo regimento interno da Corte, ele tem até 90 dias para devolver o processo.
O adiamento ocorre em meio a um impasse entre os ministros sobre a forma como as suspeitas devem ser analisadas. Parte dos integrantes defende que os dois casos sejam julgados conjuntamente, enquanto outros entendem que os procedimentos precisam seguir separadamente.
A situação envolve relatórios da Polícia Federal relacionados ao Banco Master e a mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que mencionariam Alexandre de Moraes.
O material também trouxe questionamentos sobre um contrato de R$ 131 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia da família do ministro.
Moraes nega irregularidades e questiona a legalidade do relatório. Em outra frente, pediu a abertura de investigação contra André Mendonça, alegando possíveis irregularidades na condução das apurações.
A Procuradoria-Geral da República também se manifestou sobre os procedimentos, questionando a validade do relatório relacionado a Moraes e defendendo que não seja aberta investigação contra Mendonça com base no material apresentado.
Com o prazo para devolução do processo próximo ao recesso do Judiciário, a expectativa é que o Supremo retome a discussão somente em 2027. A decisão dependerá da devolução dos autos e da inclusão do caso na pauta pelo presidente da Corte.






